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Os Maiores Gastos do SEU CLIENTE

14 out 2017

Os Maiores Gastos do SEU CLIENTE

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Autor: Arqta. Denise Hamze Issa, LEED AP O+M

Quando vai a uma reunião com um cliente, você sabe explicar para ele exatamente qual o maior gasto de um empreendimento? Sabe informá-lo como reduzir seus gastos? Você fica sem graça e chateado quando o cliente acha que o maior custo que ele tem é com o projeto e construção de uma edificação?

Acredito que respondeu sim às perguntas anteriores, então quero te informar que existe grande chance de você não impactar positivamente seu cliente com seu discurso  por falta de conhecimento sobre o que realmente uma edificação exige em termos financeiros. Por isso, é importante que você preste muita atenção neste artigo, pois ao final dele, você aprenderá 3 argumentos infalíveis  para atrair mais trabalho e respeito no mercado da construção civil.

O mercado de construções sustentáveis tem crescido em todo o mundo e o Brasil é um destaque internacional, como podemos ver na citação abaixo, retirada da revista GBC Brasil, edição Anuário Especial 2017:

“Só no ano passado, mesmo com o aprofundamento da crise econômica que atinge fortemente o setor imobiliário, o Brasil ficou em quarto lugar entre os dez países que mais certificam no mundo, com 192 projetos registrados e 80 certificados (LEED®). Esses números demonstram o quanto este mercado está crescendo.”

Muitos profissionais, empresários e tomadores de decisão já entenderam o grande potencial econômico deste setor, e vem investindo cada vez mais nisso.

Então vamos ao ponto principal que prometi a você:

Tudo o que fazemos diariamente acontece em um ambiente construído. Trabalhamos, dormimos, estudamos, praticamos atividade física, etc em um espaço construído. Por este motivo,o maior gasto financeiro de uma edificação é ao longo do seu ciclo de vida, com operação e manutenção do mesmo, e não com a fase de projeto e construção, como muito acreditam.

Além disso, dentro do processo de desenvolvimento de um empreendimento ou edificação sustentável existe  o que chamamos de PPI (Processo de Projeto Integrado). Trata-se de uma maneira de projetar sustentável, ou seja, encarar as variáveis do projeto como um todo unificado. O princípio é consolidar os diversos sistemas que compõem a edificação de forma que um influencia diretamente no desempenho do outro (sinergias), e para isso, é imprescindível uma equipe multidisciplinar trabalhando junta, unida, inclusive com o apoio da comunidade e dos futuros usuários da edificação, desde os primeiros croquis e idéias do projeto até o resultado do desempenho da edificação já em funcionamento. Por isso um bom planejamento e desenvolvimento multidisciplinar antes de iniciarem as obras, com certeza evitará problemas de gastos adicionais e inesperados na construção.

E por último, ouso citar que as construções sustentáveis, com toda certeza, proporcionam maior qualidade de vida, bem-estar e felicidade aos usuários, e de maior produtividade em casos de ambiente corporativo, conforme diversas pesquisas de instituições nacionais e internacionais já nos mostraram.

Resumindo, mostre ao seu cliente que:

  1. Construindo de forma sustentável, ele economizará o resto da vida da edificação com a operação (água, energia, consumos em geral) e manutenção.
  2. Investindo mais na parte de planejamento (PPI), ele com certeza não terá imprevistos que geram gastos e mais prazos para sua construção.
  3. Ganho de qualidade de vida, saúde e maior produtividade ao usuário, ou seja, ganho financeiro também.

 

Para enfatizar todo o conteúdo que citei acima no artigo, convido vocês a assistirem a entrevista com o sr. Rick Fedrizzi, um dos criadores do USGBC e da certificação LEED, hoje CEO e Chairman International WELL Building Institute, criador da certificação WELL.